quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dicas para interpretar as charges

Textos não são compostos apenas por palavras, mas sim por símbolos, imagens e ideias que devem ser decodificadas, ou seja, lidas pelo leitor. Assim “funcionam” as charges, que aliando textos verbais e imagens ajudam o leitor a entender a “mensagem”, ou melhor, as mensagens. Já que, normalmente, mais de uma interpretação é valida.
Pode parecer óbvio, mas pessoas diferentes terão interpretações diferentes sobre as mesmas charges. O que difere e o que vai determinar a interpretação são os conhecimentos prévios do leitor. Assim, ao lermos umacharge sobre a condição político-social da Bulgária em 1925, a menos que tenhamos lido algo sobre, não entenderemos quase nada, não é?
Entretanto, cabe ao chargista fornecer alguns indicativos ao leitor. De modo mais claro, podemos dizer que deve haver um pacto entre o leitor e o chargista. Um fornece as pistas, o outro as recolhe e assim formam-se as interpretações. Importante aclarar que interpretação não é o mesmo, em absoluto, que opinião. Além disso, o acordo entre as partes não prevê que as opiniões sejam idênticas. Isso acontece porque gerar o debate é a função primária das charges.

A história da charge no Brasil

A charge, nascida na Europa, parece ter sido criada aos moldes do humor brasileiro. Com forte tendência crítica, as charges sempre fizeram refletir, sobretudo a vida política.
Em 1837, foi publicada a primeira charge no Brasil, e autoria é do pintor e poeta Manuel de Araujo Porto Alegre (1806-1879). Essa primeira charge tratava de uma sátira ao jornalista Justiniano José da Rocha, que denunciava as propinas recebidas por um funcionário do governo ligado ao Correio Oficial.
No início de suas publicações, as charges eram publicadas e vendidas avulsas. Compravam-nas em lojas e livrarias. Foi em 1844, que a primeira revista começou publicá-las regularmente. Essa revista é a “Lanterna Mágica”. Mais tarde, outras revistas que surgiram e se consagraram foram a “Semana Ilustrada”, “Vida Fluminense”, “O mosquito”, “Comédia Social”, “O mequetrefe” e “Don Quixote”.
No inicio do século 20, a impressa brasileira, então já configurada nos moldes empresariais, vê surgir a figura do jornalista que se autodenominou Barão de Itararé. Ele, com sua irreverência, ajudou popularizar as charges.
Foi na década de setenta, entretanto, durante os “anos de chumbo” que alguns entre os principais nomes da charge do Brasil surgem. São eles: Ziraldo, Jaguar, Millôr Fernandes, Lan, Chico Caruso e meu preferido Henfil. Segundo Luis Fernando Veríssimo, paradoxalmente nesses anos mais duros é que o Brasil experimentou seu maior momento de criatividade no mundo das charges.

Oscar 2012: polêmicas lamentáveis

As indicações para o Oscar 2012 já foram anunciadas e, assim como os escolhidos, os esquecidos geram polêmicas e fermentam as noticias dos famosos. Quando a academia anuncia os concorrentes à estatueta, começam as apostas e os reclames, afinal, nem sempre o que preferimos é lembrado. Pensando nas polêmicas a respeito do prêmio, abaixo consta uma lista dos filmes solenemente ignorados para o Oscar 2012.
  • Precisamos falar sobre Kevin – tocando na complicada temática das relações familiares, esse longa é apontado pelos críticos como um dos mais injustiçados. A atriz britânica Tilda Swinton, no papel de uma mãe que não entende como seu filho se tornou um psicopata, tem uma de suas atuações mais comoventes;
  • Drive – denso e superior aos indicados, é complicado entender quais os motivos de não o colocarem na lista final. Sua indicação era certa para as categorias de melhor ator para Ryan Gosling, melhor roteiro adaptado, montagem, trilha sonora e música;
  • Tudo pelo poder – crítico e considerado político, o recordista em indicações ao Globo de Ouro, ao não figurar na lista dos indicados ao Oscar incitou especulações. Segundo críticos, a visão pessimista com que a política norte-americana é tratada, em relação à desilusão com a “Era Obama”, em ano eleitoral não foi bem vista.
Estranho, não é mesmo? Pensei que as obras de arte deveriam, nem que minimamente, despertar questionamentos. A “Academia” pensa diferente.

Filmes inspirados em famosas

De tempos em tempos, as noticias dos famosos trazem notas informando sobre uma nova produção inspirada em algum famoso. A vida e a morte de famosos sempre inspiraram livros e filmes biográficos. Músicos, pintores, escritores, políticos e personalidades conhecidas rendem, quase sempre, bons argumentos e bons roteiros ou boas histórias. Pensando nisso, preparei uma pequena lista com alguns dos melhores filmes inspirados em mulheres famosas.
  • Evita – drama musical inspirado na vida da mais famosa entre as primeiras-damas argentinas. Baseado na peça homônima de Tim Rice, foi uma super produção que obteve relativo sucesso. Evita foi representada por Madonna que conseguiu o papel após implorar, literalmente, por ele;
  • Minha Semana com Marilyn – tomando como referência ao livro de Colin Clark, de mesmo nome, esse é um filme que retrata uma semana em que o autor manteve contato com a atriz. Quem interpreta Marylin é Michelle Williams;
  • Frida – também baseado em um livro: a biografia escrita por Hayden Herrera. Nele, é retratada a vida da pintora mexicana Frida Kahlo, que foi casada com o também artista Diego Rivera, além de ter tido um conturbado caso Leon Trostky e com algumas mulheres. A atriz escolhida para o papel foi a também mexicana Salma Hayek.
Recentemente, foi lançado o filme “Piaf, um hino ao amor”, que “cantou” a vida da cantora francesa Edith Piaf. Para os próximos anos se especulam produções sobre a vida de Janis Joplin e Amy Winehouse. Vamos torcer para que os boatos se confirmem.

Casas flutuantes: alternativa sustentável

Arquitetos holandeses estão projetando casas flutuantes e sustentáveis, cobertas por flores e outras plantas. A propósito, recentemente em um post falei sobre casas sustentáveis.
Resultado de uma parceria entre Studio Noach, a arquiteta Anne Holtrop e o botânico francês, Patrick Blanc, a iniciativa compreende uma série de “soluções sustentáveis” que culmina em uma alternativa que resolve tanto o problema do descarte de embalagem – que é a matéria prima utilizada na confecção das casas – até o problema da moradia em áreas de alagamento.
A Holanda, por estar abaixo do nível do Mar, sempre teve preocupação em encontrar opções para diminuir os riscos e impactos. No Brasil, assim como em outros pontos da América Latina, casas flutuantes e palafitas é uma tradição, sobretudo na Amazônia. A diferença está na tecnologia empregada e nos impactos causados, já que a maioria dessas casas não possui tratamento de esgoto ou mesmo descarte adequado do lixo.
Interessante seria que pesquisadores brasileiros observassem o modelo holandês e o adequasse às particularidades brasileiras, encontrando uma maneira de fazer com que essas casas flutuantes e palafitas também fossem sustentáveis e ecologicamente corretas. Assim, essas casas se tornariam, também, uma alternativa saudável para o problema habitacional das regiões próximas aos rios e mar.

Eventos Empresariais Sustentáveis

Sustentabilidade, essa é a palavra de ordem do momento.
Consumidores, empresas e governos se mostram cada vez mais interessados em repetir o discurso do quanto a sustentabilidade é importante e como se deve agir para “sustentar” a sustentabilidade. Embora possamos notar uma mudança de postura – inclusive já falei sobre isso nesse post sobre sustentabilidade e solidariedade-, alguns pontos ainda devem ser observados com maior cautela.
Entre eles está a realização dos eventos empresariais adequados à sustentabilidade. Muitas empresas, ao realizar congressos e encontros com seus funcionários e colaborados, se preocupam com questões mais óbvias – e nem por isso menos importantes – como a separação do lixo, mas se esquecem que a responsabilidade social também é um dos pilares das atitudes sustentáveis.
Por responsabilidade social se entende o dever que todos têm, sobretudo as empresas, de colaborar de maneira positiva com seu entorno, com sua comunidade. Por isso, é preciso planejamento estratégico complexo, que deve conceber e medir os diferentes níveis de impacto, visando minimizar os pontos negativos, ao mesmo tempo em que se aumentam os positivos.
Um exemplo de como se pode deixar marcar positivas na comunidade depois de eventos, principalmente os de grande porte, é a reutilização de tendas – e outras instalações – para eventos culturais, oficinas pedagógicas, entre outros.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Apresentadoras decadentes

Já falamos sobre a nova moda das redes sociais: reclamar da decadência da TV brasileira. São inúmeros pedidos para cancelamento de programas, aposentadoria de apresentadores e coisas do tipo. Para incrementar esses pedidos separamos algumas apresentadoras que ainda aparecem nas noticias dos famosos, mas há tempos estão em decadência.

Daniela Cicarelli: despontou como apresentadora da MTV e obteve relativo sucesso, chamou a atenção das emissoras de TV aberta, e foi contratada pela Band. Como seu programa semanal não obteve muito sucesso e foi para a geladeira;

Adriane Galisteu: teve um bom início na Rede Tv, mas logo que alcançou relativo sucesso foi para a Record, onde seus índices não superaram a de seu antigo programa, agora comandado por Luciana Gimenez. Mudou-se para o SBT, mas não emplacou, por isso se transferiu para a Band, onde continua tentando encontrar um formato de programa que se encaixe e atraia o público, ainda não conseguiu;

Ana Maria Braga: propulsora da “Onda dos programas femininos”, deixou a Record e foi para a Rede Globo, onde teve seu horário reduzido, até que reconquistasse o público. Não aconteceu e hoje se vê ameaçada pelos programas infantis do mesmo horário;

Márcia Goldshmindt: surgiu no SBT, copiando o formato dos programas da TV americana, em que se exploram temas familiares e alcançou sucesso considerável. Quando se mudou para a Band, seus temas sensacionalistas não tinham o mesmo impacto;

XUXA: embora tenha marcado a vida de gerações, faz tempo que Xuxa vê seus baixinhos crescendo e sua audiência diminuindo. Com várias mudanças de formato e quadros experimentais, não consegue alcançar o público e perde, inclusive, para Maísa, a pequena apresentadora do SBT.